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Cerâmicas - Conselho Regional de Química - IV Região

Cerâmicas  

 


 

 

Os materiais cerâmicos são conhecidos desde os tempos mais remotos. Eles têm seu nome derivado da palavra grega “keramus”, que significa barro queimado, pois os utensílios feitos desse material, como panelas e vasilhames de água, eram obtidos à partir da argila moldada e submetida à queima. Atualmente, este termo se refere também a todo material inorgânico não metálico obtido após tratamento térmico a altas temperaturas, por exemplo: pisos, louças para banheiro, vidros, fibras óticas, utensílios culinários, combustível nuclear, implantes ósseos e dentários, entre outros. Esta classe de materiais apresenta propriedades específicas como alta estabilidade química, resistência à corrosão e ao calor, entre outras.

Na indústria cerâmica, o trabalho dos químicos não se limita apenas às áreas clássicas, como o controle de qualidade de matérias-primas, de processos ou de efluentes. As pesquisas e o desenvolvimento tecnológico, bem como o estudo da microestrutura aliada ao processamento, possibilitam, a cada dia, a obtenção de cerâmicas com propriedades especiais, para os mais diversos tipos de aplicação.

Os processos cerâmicos podem ser classificados em “cerâmica tradicional” e “cerâmica avançada” (cerâmica fina ou cerâmica de alta tecnologia). Na cerâmica tradicional, as matérias-primas geralmente são utilizadas após beneficiamento, ou seja, separação de impurezas por processos físicos. De modo geral, não são submetidas a reações químicas, portanto, considera-se que a matéria-prima é natural. Já no caso das cerâmicas avançadas, normalmente, trabalha-se com matérias-primas sintéticas, ou seja, obtidas por meio de reações químicas.

A cerâmica tradicional engloba a maior parte da produção cerâmica, pois utiliza matérias-primas de baixo custo e abundantes na natureza, como argilas, feldspatos, calcários e outros minerais cristalinos inorgânicos não metálicos. Envolve os processos de fabricação de cerâmica estrutural, tais como: tijolos, telhas e blocos; revestimentos, como pisos e azulejos; cerâmica branca, como louça sanitária, de mesa ou artística, entre outros.


As cerâmicas avançadas, por sua vez, são utilizadas nas mais diversas áreas, tais como:

  • bioquímica: em implantes dentários e substituição de ossos;

  • eletroeletrônica: em sensores, sonares, supercondutores e capacitores;

  • mecânica: em ferramentas de corte, membranas;

  • ótica: em fibras óticas, material fluorescente;

  • térmica: como substratos;

  • nucleares: nos combustíveis.

Os abrasivos, o cimento e a cal também podem ser considerados segmentos do setor cerâmico, assim com os corantes, os vidros e as fritas. Estas últimas nada mais são do que vidro moído obtido à partir da fusão de uma mistura de várias matérias primas e aplicado na superfície do material cerâmico. Após a queima, adquirem aspecto vítreo e conferem à peça melhor aparência, impermeabilidade e aumento da resistência mecânica.

O grupo dos materiais cerâmicos inclui ainda os refratários, materiais que apresentam resistência mecânica, a temperaturas elevadas, a variações bruscas de temperatura, etc. Em termos de processamento de matérias-primas e custo final, ocupam uma posição intermediária entre as cerâmicas tradicionais e as avançadas. São obtidos de matérias-primas como sílica, aluminas, mulita, carbeto de silício, grafita, carbono, espinélio e outros. São utilizados na fabricação de fornos, churrasqueiras, lareiras e também como isolantes térmicos.

Clique aqui para mais informações sobre cerâmicas.

 

 




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