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Educação - Perfil de Técnico da área química é debatido por empresas e escolas


“O Brasil possui um enorme potencial de crescimento na indústria química devido aos recursos existentes. Mas, para isso, é necessário que os profissionais estejam preparados para pesquisar, criar e desenvolver soluções tecnológicas”. A afirmação foi feita por Fernando Figueiredo, presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), durante a palestra que proferiu no II Fórum de Ensino Técnico da Área Química - Fórum +10, realizado pelo CRQ-IV no dia 16 de maio.

Com o tema “O Profissional da Química do século XXI: expectativas do mercado”, o evento reuniu cerca de 100 pessoas, entre representantes de instituições de ensino e de empresas, e buscou avaliar os avanços obtidos desde o fórum com igual objetivo, ocorrido em setembro de 2004, além das estratégias de aprimoramento dos profissionais para atender às demandas do mercado de trabalho.

Alex Silva

Comissão cuidará da qualificação da mão de obra, anunciou Figueiredo

Uma das ações decorrentes do encontro de 2004 foi o lançamento, em 2007, do Selo de Qualidade CRQ-IV , conforme destacou o Engenheiro Manlio de Augustinis, presidente do Conselho, durante a abertura do fórum. Criado inicialmente para certificar a excelência dos cursos técnicos da área química, o selo hoje alcança também cursos superiores, exceto os de Licenciatura. De participação voluntária, o programa objetiva estimular as escolas a estruturarem cursos que ajudem a elevar o grau de empregabilidade de seus alunos. Augustinis também relatou os trabalhos que o Conselho vem fazendo no sentido de facilitar o acesso de profissionais a treinamentos técnicos.

Apesar de iniciativas como essas e das perspectivas de crescimento do mercado de trabalho, as empresas continuam tendo dificuldades para contratar profissionais, principalmente os recém-formados. Durante sua apresentação no fórum, a Bacharel em Química Karina Cruz, supervisora de laboratório do Grupo Falcão Bauer, apontou dificuldades para encontrar profissionais qualificados no segmento de Controle de Qualidade. Segundo disse, a baixa assimilação de conhecimentos durante os cursos gera dificuldades na carreira, pois o nível de exigência das empresas é maior. “Já em treinamentos, é comum perceber deficiências técnicas até mesmo em questões básicas. Um dos problemas mais frequentes é a falta de conhecimentos específicos sobre normas técnicas”, relatou.

De acordo com Fernando Figueiredo, a Abiquim possui uma comissão de Recursos Humanos para tratar de assuntos como a qualificação de mão de obra na área. Ele contou que os trabalhos iniciados em 2012 serão retomados neste ano e terão como foco questões como a qualificação de pessoal e melhores práticas de RH.

Em conversa com o Informativo após sua palestra, Figueiredo elogiou as ações do CRQ-IV para aprimorar o ensino de química. “Melhorar o ensino no País deve ser um objetivo comum da sociedade brasileira e, especificamente na química, o trabalho que está sendo desenvolvido pelo Conselho com o seu Selo de Qualidade é fundamental para, gradativamente, melhorarmos a qualidade do setor. É um trabalho de alta relevância, cujos resultados serão percebidos nos próximos anos”, previu.

Alex Silva
Para Maria Cristina, perfil vai além de boa formação

Mercado – As características e habilidades que as empresas buscam nos profissionais técnicos foram o centro dos debates. O coordenador de Educação Industrial (Região Sudeste) da multinacional Braskem, Mauro de Andrade Magenta, citou habilidades que são consideradas essenciais: gostar de trabalho prático e manual, ter atenção a detalhes na operação dos processos, ser capaz de seguir instruções precisas, entre outras. Ressaltando a importância dessa mão de obra para empresas da área, citou que dos 8.100 funcionários da Braskem, 3.900 (51%) são profissionais técnicos.

Maria Cristina de Almeida Oliveira, coordenadora de atividades técnicas da Escola Senai Luiz Simon, de Jacareí, que tem o curso Técnico em Química certificado com o Selo de Qualidade, avaliou que o perfil desejado pelas empresas é composto por três pontos fundamentais: gosto pela profissão, conjugação de conhecimentos teóricos e práticos e, especialmente, manutenção de bons relacionamentos no ambiente de trabalho. O nível técnico oferece boas condições de empregabilidade, disse. “No caso do Senai de Jacareí, acompanhamos os alunos depois de formados e constatamos que, em média, 70% deles conseguem uma colocação no mercado”, contabilizou.

Entretanto, observou, o perfil exigido no século XXI requer mais do que boas qualificações profissionais, pois as empresas buscam pessoas que saibam trabalhar em equipe, tenham iniciativa e proatividade, avaliou.

CRQ-IV

Empresas dificultam acesso, critica Wittmann

O Senai desenvolveu a estrutura curricular a partir de um plano elaborado por um comitê técnico setorial destinado a agregar a visão do mercado de trabalho às competências necessárias que os egressos deverão possuir. Em 2013, o curso passou por uma reestruturação que buscou atender a dois focos: atualização tecnológica em operação e controle de processos industriais e colaboração em pesquisa, desenvolvimento e inovação em processos laboratoriais. “Este modelo baseado em competências viabiliza a demonstração de situações práticas do cotidiano, aproximando os alunos da realidade profissional”, explicou Maria Cristina.

Um dos participantes do evento, o professor Marcos Wittmann, do curso Técnico em Química do Colégio Tableau, de São Paulo, avalia que falta uma sintonia maior entre teoria e prática. “Os alunos precisam vivenciar mais a realidade dos laboratórios, porém muitas vezes a prioridade das empresas para visitas técnicas é dada a estudantes de nível superior”, criticou.

Outras participações no evento

  • Sobre o fórum realizado há dez anos, a Química Industrial Lígia Maria Sendas Rocha, então coordenadora da Comissão de Ensino Técnico do CRQ-IV, fez um balanço dos objetivos e dos resultados obtidos. “Reunimos diretores, coordenadores e professores de escolas com representantes das indústrias, tanto da área técnica quanto de recursos humanos, visando elaborar estratégias que atendessem às necessidades do mercado”, explicou Lígia.

  • O pesquisador Adilson Roberto Gonçalves, do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), abordou oportunidades para Técnicos em Química nas áreas de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, oferecidas pelo órgão por meio de programas de estágio e cursos de capacitação.

  • A programação teve ainda um balanço sobre o Fórum 2013: Ensino Básico de Química, promovido em dezembro de 2013 pelo CRQ-IV, apresentado pela Engenheira Química Marta Eliza Bergamo, integrante da Comissão de Ensino Técnico. Na ocasião, foram discutidas formas de atrair estudantes dos níveis médio e superior para a área química, visando principalmente incentivar o interesse pela Licenciatura.

  • No encerramento, José Vitorio Sacilotto, que atua como supervisor educacional no Centro Paula Souza, fez um panorama da educação profissional na atualidade, incluindo as diretrizes curriculares nacionais, a regulação do sistema estadual de ensino e os cursos que são ministrados atualmente, voltados para a produção industrial, como o Técnico em Açúcar e Álcool. Além disso, discutiu políticas públicas federais e estaduais de incentivo ao ensino técnico, como o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e o Programa Vence.





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