Busca
Faça uma busca por todo
o conteúdo do site:
   
Acesso à informação
Bolsa de Empregos
Concursos Públicos (CRQ-IV)
Consulta de Registros
Dia do Profissional da Química
Downloads
E-Prevenção
Espaços para Eventos
Informativos
Jurisprudência
Legislação
LGPD
Linha do Tempo
Links
Noticiário
PDQ
Prêmios
Prestação de Contas
Publicações
QuímicaViva
Selo de Qualidade
Simplifique
Sorteios
Termos de privacidade
Transparência Pública
 
Notícia - Conselho Regional de Química - IV Região

Notícia 

 


Câmara rejeita emendas vindas do Senado e Reiq vai durar até dezembro de 2024

 

Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

  Deputado Moses Rodrigues rejeitou emendas feitas pelo Senado

Ao rejeitar emendas do Senado, a Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (23/06) a Medida Provisória 1.034/21, que aumenta a tributação de instituições financeiras, reduz incentivos tributários da indústria química e limita o valor dos veículos comprados com desconto por pessoas com deficiência. A matéria será enviada à sanção presidencial.

A intenção da MP é compensar a diminuição de tributos sobre o óleo diesel e o gás de cozinha. O texto aprovado, do relator Moses Rodrigues (MDB-CE), inclui outros temas, como tributação na Zona Franca de Manaus e redistribuição do arrecadado com loterias de apostas esportivas.

O Plenário seguiu o parecer contrário do relator às três emendas. Uma delas tornava mais gradual a transição do aumento do PIS e da Cofins sobre a indústria química e petroquímica, no âmbito do Regime Especial da Indústria Química (Reiq).

Dessa forma, permanece o texto aprovado no início deste mês pela Câmara e que prevê a redução gradual do Reiq até dezembro de 2024. Conforme propôs o relator da MP, as alíquotas atuais de PIS (1%)e Cofins (4,6%) continuam neste mês. De julho a dezembro, ficarão em 1,13% e 5,2% respectivamente. Para 2022, elas serão de 1,26% para o PIS e de 5,8% para a Cofins, subindo, em 2023, para 1,39% e 6,4%. Em 2024, o PIS será de 1,52% e a Cofins de 7%. A partir de 2025, elas voltam aos patamares normais: 1,65%, para o PIS; e de 7,6% para a Cofins. Um regulamento fixará como poderão ser compensados com outros tributos os créditos obtidos por meio do regime especial até 2024.

A Câmara agiu rápido para deliberar sobre o assunto: a MP perderia a validade se não fosse votada até a próxima segunda-feira, dia 28.

No que diz respeito ao Reiq, o texto aprovado pelo Senado era mais amigável para o setor. Pela proposta, o benefício tributário seria extinto apenas em dezembro de 2027, também com a redução gradual das alíquotas do PIS e Cofins ano a ano.

A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) não se manifestou oficialmente sobre o texto do Senado, mas já havia admitido que a proposta aprovada pela Câmara era a melhor em que se podia chegar. "Mesmo não sendo a solução de menor risco [para o setor], entendemos como positivo a Câmara ter compreendido a importância de evitar uma mudança abrupta". Temos firme convicção de que o Senado seguirá na mesma direção”, disse na oportunidade ao Informativo CRQ-IV André Passos Cordeiro, diretor de Relações Institucionais da entidade. A "mudança abrupta" citada por Cordeiro foi uma referência à extinção imediata do Reiq, proposta pelo governo no texto original da MP.

A dúvida que permanece é qual será o impacto da medida no nível de emprego do setor. Estudos divulgados pela Abiquim apontavam para a extinção de algo ao redor de 80 mil postos de trabalho diretos e indiretos, caso o Reiq fosse eliminado de imediato. A entidade não fez projeções sobre o assunto levando em conta a emenda aprovada pela Câmara dos Deputados e que poderá ser sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro.

Clique aqui para ler mais informações sobre a votação de ontem da MP 1.034.

 

Notícia relacionada:

 

Com informações da Agência Câmara de Notícias
Publicado em 24/06/2021


Voltar para a relação de notícias

 

Compartilhe:

Copyright CRQ4 - Conselho Regional de Química 4ª Região