Pesquisa resulta em novo reator para tratar efluentes do setor petroquÃmico
Autor(a): Jonas Gonçalves
Fapesp
Desenvolvido por equipe do CEPID Redoxoma, da FAPESP, no Instituto de QuÃmica da USP, projeto está em uso em petroquÃmica (Foto: Amostras de efluente bruto (esquerda), após passar na caixa separadora de água e óleo e sofrer filtragem (centro) e depois de passar por tratamento oxidativo avançado (direita))
Pesquisadores do Instituto de QuÃmica da USP desenvolveram um reator para tratamento de efluentes industriais, capaz de purificar a água por meio da mineralização de substâncias contaminantes. A inovação foi elaborada no âmbito do Centro de Pesquisa em Processos Redox em Biomedicina (Redoxoma), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
“As EROs têm papel fundamental tanto em processos industriais quanto no meio biológico. Na indústria, participam dos processos oxidativos avançados (POAs) para degradação de poluentes. Em um organismo vivo, participam na respiração, na fagocitose e na oxidação de xenobióticos”, explicou Ana Maria.
Professora Ana Maria da Costa Ferreira, coordenadora do Redoxoma
O processo de tratamento de água e o reator desenvolvido deram origem a um pedido de patente junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). De acordo com a professora, o pedido envolveu uma colaboração estabelecida entre a USP e uma empresa petroquÃmica de rerrefino de óleos lubrificantes, a Lubrasil, instalada em Piracicaba, cujos efluentes já são tratados pelo equipamento.
Em termos de resultados obtidos, Ana Maria destacou a formação de um pesquisador no IQ-USP e o depósito do pedido de patente como conquistas do ponto de vista acadêmico. Nos âmbitos industrial e ambiental, o novo processo desenvolvido para a purificação de água (o que gera economia), a possibilidade de tratar os efluentes na própria indústria geradora a um preço competitivo e a aplicabilidade em indústrias de diversos segmentos, como alimentÃcio, farmacêutico, têxtil e, especialmente, petroquÃmico (pela dificuldade de degradação), são ressaltados por ela.
Já para o pesquisador Saulo Afonso, a viabilidade de sinergia com outras operações unitárias, o custo operacional menor em relação a outros reatores (consequência, segundo ele, do ensaio de tratabilidade) e a não dependência de tecnologia externa são as principais vantagens competitivas oferecidas pelo equipamento.