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Set/Out 2008 

 


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Empresas inovadoras podem ter acesso a recursos baratos
Autor(a): Vivian Chies


É possível receber recursos a fundo perdido da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) ou ter o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como acionista de sua empresa? Sim, desde que se tenha um projeto inovador. As duas entidades dispõem de recursos para investir em empresas com esse perfil, mas que algumas vezes, não são utilizados por falta de bons projetos.

Vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, a Finep lançou, em junho, o Programa Primeira Empresa Inovadora (Prime). Ele é destinado a micro e pequenas empresas de base tecnológica com até dois anos de existência. As que forem selecionadas receberão um financiamento de R$ 240 mil, a serem liberados em dois anos. A primeira parcela, de R$ 120 mil, virá do programa de subvenção econômica do órgão e, portanto, não precisará ser devolvida. O restante será enquadrado no Programa Juro Zero e poderá ser pago em cem vezes, sem acréscimos.

O montante disponível para o programa é de R$ 1,3 bilhão, que serão aplicados até 2011, distribuídos em pelo menos três editais de seleção de empresas. Para o primeiro, que deve ser publicado ainda este ano, estão reservados R$ 210 milhões. Esses recursos serão repassados aos empreendedores por meio de incubadoras de empresas.

O chefe do Departamento de Pequenas Empresas da Área de Projetos e Programas do Finep, Rochester Gomes da Costa, explica que o objetivo da Finep é aproveitar as experiências bem sucedidas das incubadoras de empresas. Já há convênio com 18, sendo que quatro delas estão no estado de São Paulo: Incubadora Tecnológica Univap (São José dos Campos), Supera – Incubadora de Empresas de Base Tecnológica (Ribeirão Preto), Cietec – Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (São Paulo) – e Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da Unicamp (Campinas).

As incubadoras farão a seleção das empresas. As candidatas não precisarão estar vinculadas às incubadoras para participar do processo. Costa informou que os critérios para escolha das empresas ainda estão sendo definidos, mas adianta que o importante é a candidata oferecer uma solução que agregue valor a um produto e gere, com isso, sucesso empresarial. "Para mim, inovação está relacionada com emissão de nota fiscal, é a empresa faturar", diz. Costa afirma que um dos objetivos do programa é estimular o empreendedorismo, mostrando para os recém-formados que existe outra opção além de trabalharem como empregados.

BNDES - Para quem precisa de verba superior a R$ 240 mil, o BNDES dispõe do Programa Criatec, por meio do qual investe R$ 1,5 milhão em micro e pequenas empresas inovadoras em troca de participação acionária. Se o resultado da aplicação for muito bom, o órgão pode injetar mais R$ 3,5 milhões no negócio. Os recursos vêm de um fundo de investimento administrado pela Antera Gestão de Recursos S.A (uma empresa privada), criado especialmente para o programa e que tem como cotista, além do BNDES, o Banco Nacional do Brasil (BNB).

A idéia é de que o fundo permaneça como investidor do negócio até que ele tenha condições de caminhar com as próprias pernas. A equipe do Criatec calcula que isso deva acontecer num prazo que varia de 2 a 10 anos. Após esse período, as ações do fundo são vendidas para outro investidor ou para a própria empresa. "Somos investidores, não empreendedores. A partir do momento que a empresa amadurece, o fundo pode vender sua participação", explica Robert Edwin Binder, gestor nacional do projeto.

O empreendedor pode participar do processo de seleção mesmo que ainda não tenha uma pessoa jurídica constituída. Se o projeto for pré-aprovado, seu autor terá de abrir uma empresa do tipo "sociedade anônima" (S.A.), recebendo suporte da equipe do Criatec para fazê-lo. A proposta do fundo é não se limitar a fornecer os recursos, mas participar da gestão do negócio, ajudando na seleção e formação da equipe, na definição de metas e no acompanhamento dos resultados.

O primeiro passo para quem deseja se candidatar a receber os recursos é acessar o site  www.fundocriatec.com.br e preencher o formulário disponível no menu "Seleção de Oportunidades". Nesse momento, o empreendedor deverá descrever o seu negócio, explicar porque ele é inovador e qual o seu diferencial em relação às tecnologias simulares ou concorrentes. Também será necessário fornecer informações de mercado (aplicação, problemas que resolve, clientes atuais ou potenciais) e indicar as possibilidades de retorno financeiro.

O processo segue com uma conversa pessoal com a equipe do projeto na região em que está o candidato. Por enquanto, existem gestores regionais nas cidades de Belém, Belo Horizonte, Campinas, Florianópolis, Fortaleza e Rio de Janeiro. O processo seletivo dura de três a seis meses.

Também têm prioridade as firmas que atuam nas áreas de tecnologia da informação, novos materiais, nanotecnologia e agronegócios. Até o momento, cinco empresas já estão recebendo os investimentos. Biodefensivos agrícolas, diagnósticos médicos, nanotecnologia, sistemas de informática são os objetos dos trabalhos das primeiras selecionadas.

Os R$ 100 bilhões disponíveis para este programa podem ser solicitados por micro e pequenas empresas com faturamento líquido de até R$ 6 milhões de reais por ano. A prioridade, porém, é para empresas que faturam até 1,5 milhão, nas quais deverão ser investidos 25% daquele montante.

 




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