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Biocombustíveis - Conselho Regional de Química - IV Região

Biocombustíveis  

 


 

 

O Brasil é um país reconhecido mundialmente pela sua gama de biocombustíveis. O mais popular é o álcool extraído da cana-de-açúcar, que apresenta a vantagem de ser menos poluente tanto durante sua produção quanto na combustão nos motores. Os biocombustíveis podem ser sólidos (biomassa), líquidos ou gasosos (biogás).

Biomassa - Proveniente de matérias encontradas em abundância em todo o País, a biomassa é uma fonte limpa de energia que não polui e não se esgota. Ao contrário, a energia obtida a partir dela reduz a poluição ambiental, pois utiliza lixo orgânico _ resíduos da pecuária, da agricultura, da agroindústria, aparas de madeira, etc. A Agência Internacional de Energia calcula que, dentro de 20 anos, cerca de 30% de toda a energia consumida no mundo será proveniente de biomassa.

De maneira geral, a produção de energia a partir da biomassa requer uma área significativamente menor que a exigida para a construção de uma usina hidrelétrica, por exemplo. Além disso, incentiva atividades econômicas locais, como a agroindústria, reduzindo custos, fixando as comunidades em suas áreas de origem e possibilitando o acesso de pessoas isoladas à eletricidade.

Várias comunidades na Amazônia já geram energia a partir da queima controlada dos restos de madeira de pequenas serrarias. Cerca de 50% de cada árvore cortada era perdida em forma de serragem, lascas ou aparas das cascas, antes abandonadas ao apodrecimento.

Por sua vez, a casca de arroz deixou de ser um problema ambiental para a indústria de beneficiamento gaúcha e virou um insumo gerador de energia. Além disso, o subproduto da queima desse material pode ainda ser recuperado como matéria-prima para as indústrias eletrônicas, as de cerâmica e as de vidro.

Já o bagaço da cana-de-açúcar, considerado um estorvo há pouco tempo, hoje é queimado de modo controlado, produzindo calor para a destilação do álcool e vapor para a geração de eletricidade.

Biocombustíveis líquidos:

Álcool Combustível - O etanol brasileiro produzido a partir da cana-de-açúcar é, sem dúvida, o caso de maior sucesso de substituição dos combustíveis fósseis, haja vista o bom desempenho de vendas dos carros bicombustíveis. Com tecnologia 100% nacional, consegue-se obter aproveitamento praticamente total da matéria-prima, convertendo inclusive o bagaço da cana em energia. Isso confere ao nosso álcool um balanço energético altíssimo: cerca de quatro vezes superior ao dos álcoois produzidos nos outros países.

Óleos vegetais in natura - Óleos vegetais in natura, ou seja, sem a mistura de produtos químicos, têm sido utilizados na Europa para mover carros, caminhões e até mesmo locomotivas. Esses óleos vêm de canola, amendoim, soja, girassol e outros produtos bastante conhecidos, o que tem despertado o interesse por tal tecnologia aqui no Brasil.

Com determinados cuidados, como a escolha das plantas oleaginosas a serem exploradas, o tamanho e a localização das plantações, além do controle dos gases resultantes da combustão nos motores, os biocombustíveis representam uma série de oportunidades para o País. Como exemplo, podemos citar os novos investimentos em infra-estrutura produtiva capazes de gerar empregos e renda. Além disso, os óleos são produzidos a partir de insumos abundantes no território brasileiro, o que faz deles produtos 100% verde-amarelos.

Biodiesel - O biodiesel é fabricado pela transesterificação (um tipo de reação química) de óleos vegetais com álcool, geralmente o metanol. No Brasil, há vários grupos de pesquisa estudando maneiras de obter o biodiesel a partir do etanol e dos óleos de variadas oleaginosas _ por exemplo, a mamona, o dendê, e plantas da Amazônia, como o buriti. O biodiesel possui muitas vantagens em relação aos derivados do petróleo. Em algumas regiões, já se começa a adicionar pequenas quantidades desses óleos vegetais ao diesel comum, reduzindo-se a nossa dependência do combustível fóssil.

Biogás - Toda matéria orgânica, como restos agrícolas, esterco e lixo, sofre decomposição por bactérias microscópicas. Durante o processo, elas retiram dessa biomassa aquilo de que necessitam para sua sobrevivência, lançando gases e calor na atmosfera.

O biogás é resultante da decomposição controlada do lixo doméstico, em aterros sanitários, ou do esterco de gado, em recipientes especiais conhecidos como biodigestores. O esgoto das nossas cidades recolhido às estações de tratamento também é uma fonte de biogás, que pode ser utilizado para movimentar ônibus e caminhões ou para produzir eletricidade e calor em cogeradores.

Uma política de geração e aproveitamento do biogás possibilitaria a regularização de milhares de lixões que existem no País, pois para operá-los de maneira controlada seria necessário investir em infraestrutura, drenagem, segurança e mão de obra especializada. Do mesmo modo, o esgoto, que atualmente é jogado em córregos e valas, teria de ser canalizado para estações de tratamento, resultando em ganhos ambientais, sociais e de saúde pública. A boa notícia é que já contamos com aterros sanitários funcionando regularmente e gerando biogás de lixo em cidades como Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro e Goiânia.

Outra iniciativa muito importante seria estimular a adoção de biodigestores em áreas rurais, gerando, por exemplo, gás para cocção (cozimento), aquecimento de água ou climatização das maternidades das criações de suínos, a partir dos dejetos destes animais, como já acontece em milhões de propriedades rurais na China e Índia.

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