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Jul/Ago 2004 

 


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Fórum discutirá mudanças no ensino técnico de nível médio


Está marcado para o dia 29 de setembro (e não mais no dia 15, como noticiado no Informativo CRQ-IV) o I Fórum Regional de Ensino Técnico da Área Química, encontro organizado pela comissão de profissionais da química que atuam na área educacional e que é coordenada pelo CRQ-IV. O evento, que acontecerá na sede do Conselho, das 8h30 às 17h30, buscará iniciar uma ampla discussão visando o estabelecimento de diretrizes curriculares baseadas nas necessidades do mercado de trabalho. A idéia é criar mecanismos que possibilitem o oferecimento de uma formação mais adequada com vistas à ampliação do grau de empregabilidade dos futuros profissionais da química. O fórum, que acontecerá na sede do Conselho, será uma oportunidade para que representantes da indústria e das instituições de ensino possam debater os rumos da educação técnica na área química.

Segundo explica a Química Industrial Ligia Maria Sendas Rocha, assessora técnica de Fiscalização do CRQ-IV e coordenadora do Fórum, há muitas escolas que, apesar de atenderem às exigências mínimas da legislação, oferecem cursos desassociados da realidade do mercado. Esse distanciamento resulta em frustrações principalmente para os estudantes, que sem uma base consistente muitas vezes não conseguem se colocar no mercado de trabalho e, conseqüentemente, não se sentem estimulados a prosseguir nos estudos de nível superior.

"É claro que os aspectos desfavoráveis da conjuntura econômica aumentam as dificuldades para os recém-formados. Mas essa realidade acaba por tornar os empregadores cada vez mais exigentes e quando novas vagas surgem apenas aqueles que tiveram uma boa formação reunirão condições de disputá-las e obter êxito", ressalta Ligia Rocha.

Um dos fatores que pode contribuir para uma formação adequada é a duração dos cursos. Por essa razão, um dos debates previstos para o fórum é a elevação da grade curricular mínima de 1.200 para 1.800 horas. Pretende-se também avaliar os prós e os contras dos currículos baseados no conceito de competências. Existe hoje uma forte discussão sobre se o enxugamento dos currículos é capaz de manter sintonia com as exigências de um mercado de trabalho cada vez mais dinâmico. A adoção de currículos baseados em competências pode ser a resposta à essa realidade, diz a coordenadora do fórum, pois sua elaboração deve ser feita de fora para dentro da escola. Ou seja, cabe a instituição de ensino pesquisar as necessidades do mercado de trabalho de sua região e, a partir daí, montar sua grade curricular.

É claro que os alunos precisarão continuar tendo uma formação básica, mas a especialização em uma ou mais áreas parece ser uma tendência que se fortalece a cada dia, diz Ligia Rocha. Aliás, acrescenta, outra proposta a ser colocada em debate no fórum é a introdução de um módulo de especialização, com duração de um semestre, ao término do ciclo regular dos cursos técnicos.

Uma das palestras será ministrada pelo professor Milton Gava, diretor do SENAI Mario Amato, de São Bernardo do Campo (SP), que falará sobre a metodologia utilizada pela instituição para elaborar currículos por competências. Também foram convidados para debater o assunto e fazer palestras os professores Almério Melquíades de Araújo, Coordenador de Ensino Técnico do Centro Paula Souza, e Eliana Misko Soler, da Gerência de Educação, Planos e Programas Educacionais do SENAI. Francisco Aparecido Cordão, membro do Conselho Nacional de Educação, foi outro especialista convidado.

Na área empresarial, já estão confirmadas as presenças dos engenheiros químicos Flávio do Couto Bezerra Cavalcanti, Diretor Industrial da Oxiteno, Marcos Galetti, Gerente de Gestão de Pessoas da Votorantim Celulose e Papel, e da gerente de Recursos Humanos da Basf, Adriana Muniz .




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