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Jul/Ago 2006 

 


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Técnicos têm novos representantes na entidade


No dia 1º de agosto, dois novos profissionais passaram a integrar o corpo de conselheiros do CRQ-IV: Paulo César A. de Oliveira, diretor da Escola Técnica Estadual “Conselheiro Antônio Prado” (Etecap/Campinas), e Rubens Brambilla, consultor na área de cosméticos que presidiu a Associação Brasileira de Cosmetologia (ABC). Os dois são representantes dos técnicos em química.

Paulo Cesar A. de Oliveira

Paulo Cesar de Oliveira formou-se técnico em química em 1982, na instituição de ensino que hoje dirige, a Escola Técnica Estadual Conselheiro Antônio Prado (Etecap), em Campinas, interior de São Paulo. Logo depois de formado, atuou em empresas fabricantes de adesivos e produtos de limpeza industrial até que, em 1984, foi convidado a trabalhar na Etecap como auxiliar de laboratório.

O convite foi decisivo para que ele continuasse se dedicando à área química e ingressasse no curso de graduação da Universidade de Campinas (Unicamp), onde obteve os títulos de licenciado e bacharel em química com atribuições tecnológicas. Também foi um ponto de partida para que ele seguisse carreira no magistério, atividade que já lhe despertava interesse. “Eu sempre quis trabalhar com ensino”, comenta. Em 1980, ele já dava aulas em um programa de alfabetização de adultos.

Na Etecap, como professor, Paulo dedicou-se principalmente a disciplinas relacionadas à corrosão. Esse foi o tema de sua dissertação de mestrado e da tese de doutorado, ambas defendidas na Unicamp. Também criou o laboratório de corrosão da escola, o qual coordena desde a sua instalação, em 1993, até hoje.

Ainda na Etecap, desenvolveu material didático para várias disciplinas e presidiu, de 1993 a 1996, a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. Nesse cargo, promoveu três edições das Semanas Internas de Prevenção de Acidentes de Trabalho da escola. No início de 2004, passou a ser coordenador do curso de técnico em química da Etecap, deixando o cargo no semestre seguinte para assumir a direção da escola.

Dos vários outros trabalhos realizados na escola, Paulo destaca um projeto de atualização curricular e tecnológico patrocinado pela Fundação Vitae, que rendeu à escola um novo laboratório de informática, a melhoria de um já existente e a ampliação do acervo bibliográfico. “Nos últimos anos, a coisa que eu mais me orgulho de ter feito foi trabalhar com a equipe que fez esse projeto”, comenta o diretor.

No Centro Paula Souza, entidade à qual está vinculada a Etecap, assim como todas as escolas técnicas estaduais paulistas, Paulo integra atualmente a comissão encarregada de revisar as matrizes curriculares dos cursos da área química.

A aproximação de Paulo com o CRQ-IV teve início quando ele se tornou representante de sua escola na entidade e, posteriormente, passou a integrar a Comissão de Ensino Técnico. Junto com a equipe de professores que compõem a comissão, ele ajudou a organizar, em 2004, o I Fórum Regional de Ensino Técnico da Área Química, que reuniu representantes de várias escolas. Hoje, ao lado dos outros integrantes do grupo, ele está elaborando um manual para laboratórios de ensino e o projeto de um selo de qualidade para instituições de ensino técnico, conforme noticiado na última edição do Informativo (leia a matéria). “Essa comissão tem um pessoal muito interessado e comprometido, que trabalha muito bem”, comenta Paulo.

Convidado para integrar o corpo de conselheiros do CRQ-IV, o diretor levou em conta, principalmente, o fato de ter sido indicado como representante dos técnicos da área química para aceitar a proposta. “É uma classe à qual eu pertenço, da qual eu gosto muito e que eu defendo, até porque [como professor] eu sou responsável pelo início da carreira de muita gente. Por tudo isso, é que eu resolvi aceitar”, conta o novo conselheiro.
 
Rubens Brambilla

Antes de ingressar no curso de técnico em química, Rubens Brambilla já atuava em empresas da área. A família possuía uma pequena indústria de cosméticos que fabricava produtos para varejo e também para cabeleireiros profissionais. Além disso, ele já havia trabalhado numa farmácia de manipulação.

Esse primeiro contato com os produtos e a tecnologia química fez com que ele optasse por cursar o ensino médio profissionalizante nessa área. “Eu tomei gosto pela coisa e vi a necessidade de adquirir conhecimentos mais científicos do que a experiência que eu tinha”, explica.

A primeira empresa em que ele aplicou os conhecimentos adquiridos na escola técnica foi a fábrica de cosméticos da família. “A escola forneceu a minha base; a partir daí eu passei a entender uma série de reações químicas que eu antes não entendia e comecei a fazer a análise de todos os nossos produtos”, conta Brambilla. Até então, esse serviço era terceirizado. Além de realizar as análises, ele também formulava os produtos. “Da família, eu era o único técnico que trabalhava na produção. Por isso, precisei me dedicar muito e acabei tendo um conhecimento razoável”, analisa.

A experiência adquirida lhe abriu várias portas quando a empresa da família encerrou suas atividades. Tão logo ela deixou de existir, Brambilla foi admitido na York Indústria e Comércio, que fabrica materiais cirúrgicos e de higiene pessoal, com destaque para uma linha de produtos para bebês. Nessa empresa permaneceu por quatro anos, atuando na produção e no controle de qualidade.

Brambilla saiu da York para ingressar nos Laboratórios Miles, uma empresa norte-americana instalada no Brasil que fabricava produtos cosméticos e farmacêuticos, além de insumos para indústrias de alimentos. Um de seus produtos de maior destaque era o Alka-Seltzer, comprimido efervescente usado no combate a dores e sintomas da gripe. O técnico químico ficou oito anos na empresa e comandou a implantação, na cidade de Calli, na Colômbia, de uma unidade de produção de cosméticos e do Alka-Seltzer.

Depois do Miles, Brambilla foi trabalhar numa empresa nacional, a Lecien, que fabricava produtos cosméticos, farmacêuticos e dietéticos. Entre os primeiros, destacavam-se os cremes para corpo e rosto, cuja formulação conseguia efeito similar ao de produtos importados, e os protetores solares da linha Náutico Bronze. Segundo Brambilla, na época, esse era o único produto nacional do gênero.

Na linha dietética, a empresa obteve sucesso porque desenvolveu um produto concentrado, nas formas líquida e em pó. Na Argentina, isso garantiu um sucesso ainda maior aos adoçantes da Lecien, uma vez que, de acordo com Brambilla, eram os únicos com essa característica naquele país. Tal como aconteceu com a unidade do Miles na Colômbia, o técnico foi responsável pela instalação da unidade de produção da Lecien na Argentina. Em conjunto com o responsável pela obra, também projetou a fábrica da empresa em Barueri/SP.

Depois de dez anos na Lecien, Brambilla ingressou em uma outra indústria norte-americana, a Combe do Brasil, que também atua na área cosmética. Trabalhou na empresa por dez anos e chegou a ocupar o cargo de diretor industrial. Depois disso, aposentou-se, mas continuou atuando como consultor, prestando serviços para a Combe e outras empresas do setor cosmético.

Durante todo esse período, Brambilla juntamente com outros técnicos da área, engajou-se na criação da Associação Brasileira de Cosmetologia (ABC). O novo conselheiro conta que a necessidade de uma entidade que fornecesse informações técnicas para quem atua na área cosmética foi sentida principalmente quando indústrias estrangeiras começaram a se instalar no país, trazendo produtos inovadores. Na opinião de Brambilla, a criação da ABC, “uma associação eminentemente técnica”, ajudou tanto as empresas nacionais, que precisavam de conhecimento, como as multinacionais, que tinham necessidade de mão-de-obra especializada.

Brambilla foi presidente da ABC de 1999 a 2000. Hoje, é gerente do conselho consultivo da entidade e a representa na comissão do Mercosul (Mercado Comum do Sul) que trata da área cosmética. No CRQ-IV, é membro da Comissão Técnica de Cosméticos e participou da organização do Worshop Cosmetovigilância, promovido pelo Conselho em 27 de julho.

Sobre o convite para integrar o corpo de conselheiros do CRQ-IV, Brambilla afirma: “Eu me senti honrado por ficar mais próximo do meu Conselho, que sempre me defendeu”. Brambilla é conselheiro suplente e representa os técnicos em química.




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