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Mai/Jun/2021 

 


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Jovem recebe prêmios por drone que automatiza a análise de água


Arquivo pessoal

Depois de conquistar, em março deste ano, o primeiro lugar na categoria “Engenharia” da 19ª Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (Febrace), a jovem Rafaela Curcio viu seu projeto – um drone automatizado para análise de água – ficar em terceiro lugar na categoria “Engenharia Ambiental”, da Regeneron International Science and Engineering Fair (ISEF) 2021. Uma das maiores feiras internacionais de ciências e engenharia, a ISEF ocorreu em maio, nos Estados Unidos.

Recém-formada Técnica em Química pela Escola Técnica Estadual Benedito Storani, de Jundiaí, ela foi premiada pela criação de um drone capaz de fazer análise de águas de forma automatizada. O projeto foi desenvolvido sob a orientação dos professores José Roberto Cunha Jr. e Ricardo Murilo de Paula.

O protótipo consiste em uma esfera de 500 milímetros de diâmetro feita de poliestireno expandido, microcontroladores e quatro bombas de aquário que realizam a propulsão e a sucção da água, permitindo que o objeto se locomova. O sistema é alimentado por duas baterias que fornecem energia para as bombas de aquário e para os circuitos e sensores responsáveis pela medição da água. “Todo o peso do protótipo foi concentrado no centro de gravidade com o intuito de imitar os mecanismos do brinquedo ‘João Bobo’ e, assim, criar um sistema de torque”, explica.

Graças aos termostatos e ao peagâmetro que foram acoplados, o drone é capaz de medir instantaneamente a temperatura e o pH da água de rios, lagos e outros recursos hídricos onde seja inserido. O processo é controlado de forma remota, por meio de uma página na Internet. “Os comandos fazem o drone se locomover, coletar amostras e transmitir os resultados das análises feitas pelos sensores”, explica.

A automação, diz Rafaela, é a principal vantagem. “Análises em locais de difícil acesso, que ofereçam riscos aos técnicos, poderão ser feitas de forma mais segura”, ressalta. Além disso, comunidades que residem perto de corpos hídricos, que são utilizados também por empresas, podem usar o drone para monitorar os indicadores de qualidade da água e tomar providências se os parâmetros estiverem fora da normalidade, completa.

Rafaela ainda quer aprimorar o drone antes de disponibilizá-lo comercialmente. “Tenho muitas propostas de melhoria”, revela. Entre elas a de agregar sensores que permitam análises de variáveis, como condutibilidade elétrica, quantidade de oxigênio, turbidez e até de Demanda Bioquímica de Oxigênio.

OLIMPÍADAS – O gosto pelas ciências exatas acompanha Rafaela desde o Ensino Fundamental. Seu interesse e aptidão afloraram durante o Ensino Médio, quando participou de várias olimpíadas de matemática, física, química e astronomia e também pela constante disposição em ajudar os amigos com as dúvidas sobre essas disciplinas.

Mas foi no segundo ano do Ensino Médio, em 2019, durante uma aula sobre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU) que surgiu a ideia do projeto. “Acabei me interessando pelo sexto objetivo que fala sobre a qualidade da água e o seu tratamento. A partir disso, comecei a procurar por problemas de recursos hídricos na minha cidade e encontrei um lago em que os peixes estavam morrendo. Me perguntei se já havia algum dispositivo autônomo capaz de realizar análises de água e descobri que não”, conta.

“As premiações serviram para reforçar o meu propósito de transformar vidas, principalmente as dos jovens. Quero que se interessem pela ciência e pela pesquisa para que elas mudem a vida deles como mudaram a minha. Agora sei que nada é impossível e quero mostrar isso para as pessoas”, diz.

Rafaela deseja seguir realizando pesquisas e trabalhos científicos dentro e fora do País. “Quero me especializar na área social e ambiental e poder fazer trabalhos relevantes que contribuam com ambas as áreas”, conclui.





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