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Jul/Ago 2007 

 


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Selo de qualidade é apresentado a representantes de escolas técnicas


O Projeto Selo de Qualidade, que tem por objetivo reconhecer e divulgar as escolas que formam bons técnicos de nível médio, foi apresentado dia 26 de junho pela Câmara Técnica de Ensino Médio do CRQ-IV a diretores e coordenadores de cursos de nove escolas da capital e interior de São Paulo. Estas já estão participando da fase que se destina a aperfeiçoar o programa. O lançamento oficial desta iniciativa será dia 11 de agosto, durante a cerimônia que comemorará os 50 anos de instalação do Conselho.

Ao fazer a abertura daquela reunião, o Engenheiro Manlio de Augustinis, presidente do Conselho, disse que a entidade está preocupada em estabelecer mecanismos que assegurem a qualidade da formação dos futuros profissionais da química. Por isso, após o Fórum de Ensino Técnico que promoveu em 2004, foi decidida a criação de um instrumento que estimulasse as escolas a aprimorarem seus cursos e mostrasse à sociedade quais as instituições que estão comprometidas com a qualidade de ensino. Nascia ali a idéia de instituir um Selo de Qualidade. “A nossa preocupação não é só com o nível médio. Começaremos por ele, mas pretendemos levar o Selo também nos cursos de nível superior”, ressaltou Augustinis.

A Câmara Técnica de Ensino Médio trabalhou por mais dois anos até chegar aos critérios de avaliação pelos quais as escolas terão de passar para obter o selo. Os parâmetros foram definidos após estudos de vários métodos, inclusive o do Ministério da Educação. Imediatamente após a sua apresentação, o projeto começou a ser testado em escala piloto nas instituições em que atuam os membros da Câmara Técnica: Colégio Alem (Rio Claro), Colégio Ateneu Santista (Santos), Escola Técnica de Química de Luiz Antônio (Luiz Antônio), ETE Conselheiro Antônio Prado (Etecap - Campinas) e Fundação Indaiatubana de Educação e Cultura – Fiec (Indaiatuba). A equipe quis que o projeto também fosse submetido a escolas que não participaram de sua elaboração. Assim, também estão testando os critérios de avaliação: a ETE Trajano Camargo (Limeira), a Escola Técnica Oswaldo Cruz (São Paulo), o Senai Luiz Simon (Jacareí) e o Senai Mário Amato (São Bernardo do Campo).

Para a assessora técnica do CRQ-IV Ligia Maria Sendas Rocha, que participou da elaboração do projeto, a opinião das escolas será fundamental para os ajustes finais. A previsão é de que todas as instituições de ensino possam se candidatar a receber o Selo de Qualidade já em 2008.

Uma vez que o Conselho não tem competência legal para interferir nas escolas, o Selo de Qualidade não será obrigatório. O conselheiro Paulo César de Oliveira, membro da Comissão de Ensino Técnico e diretor da Etecap, explicou que a proposta do selo é gerar uma competição positiva entre as escolas: a concorrência pela qualidade. Os nomes das instituições que obtiverem o Selo serão divulgados em todas as mídias editadas pelo CRQ-IV, o que servirá de estímulo (e alerta) para que os estudantes optem pelas melhores instituições. Por sua vez, as próprias escolas poderão usar a conquista do Selo de Qualidade com um diferencial em suas estratégias de marketing.

Como funcionará – Quando a fase de testes terminar e os subsídios colhidos forem aplicados na formatação do projeto – o que deverá ocorrer até o final deste ano –, o Conselho disponibilizará em seu site um documento com os parâmetros a serem analisados para a concessão do Selo de Qualidade. As escolas interessadas em obtê-lo deverão se utilizar do documento para fazer uma auto-avaliação, atribuindo-se conceitos de 1 a 5. Esta auto-avaliação lhes dará a oportunidade de identificar e corrigir previamente os pontos que estejam em desacordo com os padrões definidos pelo Conselho. Isso permitirá que se candidatem ao selo somente quando se julgarem aptas a obtê-lo.

Quando superarem aquela etapa, as instituições de ensino encaminharão ao CRQ-IV sua auto-avaliação, acrescida dos documentos que a embasem. O Conselho nomeará uma Comissão Central de Qualificação (CCQ) para avaliar o material enviado. Em seguida, representantes da CCQ farão uma auditoria nas instalações das escolas. Se em qualquer momento do processo forem identificados problemas que impeçam a instituição de receber o selo, a CCQ fornecerá todas as orientações necessárias para corrigi-los.

Ao fazer a apresentação do projeto, o conselheiro Paulo César de Oliveira explicou que os onze itens a serem avaliados foram agrupados em três categorias: (1) Organização didático-pedagógica, (2) Corpo docente, corpo discente e corpo técnico-administrativo e (3) Instalações físicas. No primeiro item, serão analisados, por exemplo, o projeto pedagógico, a flexibilidade do currículo e os mecanismos de acompanhamento de atividades práticas e estágios, além da formação, experiência e dedicação do coordenador do curso. No que diz respeito à equipe da instituição de ensino, não será considerada apenas a titulação e experiência dos professores, mas também a qualificação dos funcionários técnico-administrativos e os mecanismos criados para nivelamento dos alunos. No grupo instalações físicas, os auditores não observarão apenas a estrutura de ambientes como o laboratório e a biblioteca, mas também a sua efetiva utilização. O projeto ainda prevê avaliações feitas pelos ex-alunos e pelas empresas que os empregam.

A CCQ atribuirá conceitos que variam de 1 a 5 para cada um dos 11 itens avaliados. Para receber o selo, as escolas não poderão ter nenhum conceito 1 e seu aproveitamento mínimo deverá ser de 80%. Importante destacar que o selo será conferido por curso e não por escola. Assim, instituições que oferecem mais do que uma formação na área química poderão receber o selo para apenas algumas delas.

As escolas que obtiverem o Selo de Qualidade serão periodicamente reavaliadas e poderão perdê-lo se deixarem de atender às exigências do programa.
 
 Professores apóiam a iniciativa

Na opinião do diretor do Senai de Jacareí, Domingos Gonçalves da Costa Neto, a proposta de avaliação de cursos do CRQ-IV é coerente e está alinhada com certificados de qualidade reconhecidos, com os do Sistema ISO. “Nossa escola já é candidata”, adianta.

O coordenador do curso de Técnico em Química das Faculdades Oswaldo Cruz, Laércio Marques Machado, aprovou a auto-avaliação proposta pelo CRQ-IV como primeiro passo para a solicitação do selo de qualidade. “Isso vai fazer com que nós mesmos lancemos um olhar crítico sobre os nossos cursos”, opinou. O professor diz que a iniciativa também tem como mérito a criação de um referencial para que o público saiba quais escolas estão comprometidas com a boa formação do Profissional da Química.

A diretora do Senai Mário Amato, Silvia Helena Carabolante, acredita que o Selo de Qualidade fará com que as escolas invistam constantemente em melhorias, uma vez que passarão por avaliações periódicas para mantê-lo. Para ela, o investimento em infra-estrutura e na qualificação do corpo docente será o principal desafio para os que quiserem obter e manter seus cursos com reconhecimento de excelência pelo Conselho.

Na opinião da diretora do Colégio Ateneu Santista, Edna Regina da Silva, o Selo de Qualidade CRQ-IV será um reconhecimento para as escolas que investem na qualidade da formação de seus alunos, além de ser uma maneira de desestimular o surgimento de cursos que não tenham tal comprometimento. “Isso é importante principalmente na área química em que um pequeno deslize do técnico pode ser fatal”, ressalta.

Artigo relacionado:

Baixe o manual para obtenção do Selo de Qualidade e o Guia para montagem de laboratório escolar.




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