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Fotoquímica - Método simples e econômico usa LED para quebrar poluentes da água


Aplicação produz reação antes obtida apenas por sistemas de lasers complexos


Rafael Pacheco (fotospublicas.com)

Flagrante da poluição do Rio Tietê em Pirapora do Bom Jesus (SP), junho de 2015. Método proposto por Goez pode reduzir o problema


Em recente artigo publicado no Angewandte Chemie, químicos da Universidade Martinho Lutero (MLU), da Alemanha, propuseram um novo método para eliminar certos poluentes existentes na água. Com o uso de uma luz LED verde, um catalisador e vitamina C, eles produziram tipos especiais de elétrons capazes de destruir de forma confiável tais impurezas. Até então, eram necessários sistemas de laser complexos e caros para que os mesmos resultados fossem alcançados.

Pesquisador da área de fotoquímica, o professor Martin Goez, líder do grupo que desenvolveu o processo, explicou que “a idéia é que a luz penetre uma molécula e desencadeie a reação”. Os elétrons são liberados pela energia de luz de seu composto molecular em vitamina C e então circulam livremente na água. Chamados de “elétrons hidratados”, eles são extremamente reativos e podem, por exemplo, ajudar a quebrar os poluentes.

“A vantagem em relação a outras substâncias é que os elétrons desapareceram completamente após a reação, o que significa que não deixam resíduos prejudiciais", salientou Goez. Segundo ele, tais elétrons podem até reagir com substâncias muito estáveis e dividi-las em seus componentes individuais.

Até agora, eram necessários lasers de alta potência, caros e complexos para gerar esses elétrons. O uso desse tipo de equipamento também está vinculado a rígidas precauções de segurança.

Por sua vez, o processo criado pela equipe de Goez é significativamente mais simples, barato e seguro. “Nosso sistema consiste em um diodo emissor de luz verde padrão, pequena quantidade de um complexo metálico que atua como catalisador e vitamina C. O método é tão simples que pode ser ensinado aos estudantes de graduação em estágio inicial”, salientou o professor.

O grupo testou a nova tecnologia no ácido cloroacético, uma substância extremamente tóxica, muito estável e presente em rios altamente poluídos. Com seu sistema, os pesquisadores conseguiram converter o composto em componentes inertes. Os experimentos em laboratório também demonstraram que o método pode gerar tantos elétrons quanto um laser de alta potência.

O desenvolvimento pelo grupo de pesquisa da MLU não é apenas adequado para a decomposição de cloretos ou fluoretos nocivos; o enfoque pode ser aplicado, segundo a equipe, a muitas outras reações fotoquímicas que são difíceis de iniciar por outros meios.

Com informações de Manuela Bank-Zillmann, Universidade Martin Luther Halle-Wittenberg





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