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Mar/Abr 2015 

 


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Fórum discutiu estiagem e uso racional da água


Encontro na sede do CRQ-IV reuniu público ao redor de 100 pessoas



A estiagem histórica que atingiu a região Sudeste do Brasil, o uso de tecnologias destinadas a mitigar esse problema e discussões sobre medidas para proteger os reservatórios de água foram o foco do III Fórum de Recursos Hídricos, promovido dia 19 de março pela Comissão de Meio Ambiente do CRQ-IV, na sede da entidade Apoiado pelo Sindicato dos Químicos, Químicos Industriais e Engenheiros Químicos do Estado de São Paulo (Sinquisp), Associação dos Engenheiros da Sabesp (AESabesp), Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental de São Paulo (Abes-SP) e Câmara Brasil/Alemanha, o evento – alusivo ao Dia Mundial da Água (22/03) – teve a participação de 115 pessoas, entre profissionais,pesquisadores e estudantes.

Fotos CRQ-IV
Desembargadora Consuelo Yoshida

Ao fazer a abertura do fórum, a desembargadora Consuelo Yoshida, coordenadora da Comissão de Gestão Ambiental do Tribunal Regional Federal da3ª Região, disse que “a água é um recurso cada vez mais relevante economicamente, por isso é importante estender ao máximo o seu ciclo de utilização” Daí, salientou, a importância de a legislação contemplar aspectos jurídicos e técnicos que permitam suprir essa demanda.

A primeira apresentação da parte da manhã foi a do Engenheiro Químico Leandro Pitarello, da empresa H2LifeBrasil Ele abordou as tecnologias utilizadas atualmente para filtração de água, com destaque para ações de alto desempenho, como microfiltração, ultrafiltração, nanofiltração e osmose reversa “Essas técnicas possuem várias vantagens em relação aos tratamentos convencionais, como baixo consumo energético, o que garante maior eficiência do processo”, comparou Pitarello também descreveu métodos de reúso de água para utilizações domésticas e industriais, além de alternativas para tratamento de efluentes, como sistemas anaeróbios e reatores aeróbios com biofilmes.

Processos e equipamentos destinados à dessalinização da água marítima foi o tema da palestra proferida pelo Engenheiro Químico Marcus Simionato, da GE Water & Process Technologies “Eu nunca pensei que um dia falaria sobre este assunto num país como o Brasil, que tem grandes reservas de água doce”, comentou ele no início de sua apresentação Contudo, completou,a crise hídrica sem precedentes mostrou que todas as alternativas para garantir o abastecimento devem ser consideradas Apesar de o

    Eng. Químico Leandro Pitarello

 custo operacional da dessalinização ainda ser elevado, a tendência é de haver uma diminuição comas soluções voltadas para, por exemplo,reduzir o consumo de energia nas operações de osmose reversa, previu.

Especializada em Gestão Ambiental,a Bacharel em Química Karina Vazquez Soares, da empresa Ecosan, comparou em sua apresentação o desempenho de diferentes tipos de membranas filtrantes do tipo MBR, como as poliméricas e as cerâmicas, tanto para reúsos potáveis quanto não potáveis de água. Uma mesa-redonda com os palestrantes, aberta a perguntas do público,encerrou o primeiro bloco do evento.

Estufa – A segunda parte do fórum foi iniciada com uma palestra do geólogo Ricardo Hirata, do Centro de Pesquisas de Águas Subterrâneas da USP. Com o tema “Precaução com o Aquífero Guarani na exploração do gás de folhelho”, o pesquisador alertou sobre os perigos ambientais para a água, o solo e o ar decorrentes da exploração desse recurso natural, também conhecido como “gás de xisto” Em seus comentários, relacionou danos que podem ser causados pelos produtos químicos utilizados no fraturamento hidráulico,necessário para que as rochas liberem o gás “Pode haver vazamento do gás durante o processo, gerando aumento das emissões de poluentes que causam o efeito estufa”, apontou ele O grande problema, observou Hirata”, é que nem os órgãos ambientais e nem os técnicos e acadêmicos têm a certeza de quais são e se existem procedimentos seguros para a exploração do gás de folhe-lho Assista abaixo a entrevista que Hirata concedeu ao Informativo CRQ-IV.




 

O uso racional da água foi destacado pelo professor Wanderley José de Melo, da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Unesp de Jaboticabal Engenheiro agrônomo, Melo citou práticas que podem garantir o uso sustentável do recurso na agricultura e na pecuária “A atividade agropecuária consome 4% da água usada no mundo, sendo que a irrigação demanda perto de 80% desse volume A água é fundamental para a produção, mas oferece riscos à sustentabilidade se for manejada deforma incorreta”, advertiu O docente da Unesp também chamou a atenção para o elevado consumo de água na indústria alimentícia Por exemplo, para se produzir um quilo de carne bovina, são necessários 15,4 mil litros de água.

A terceira palestra da tarde apresentou um caso de sucesso na otimização do consumo de água em uma indústria química Claudio Hanaoka, da Micro-Química, fabricante de produtos para laboratórios, relatou a experiência de introdução de um programa de sustentabilidade ambiental no mesmo período que a empresa estava expandindo suas atividades “O programa que tornou a produção mais limpa, adotando princípios como reaproveitamento de produtos antes descartados, medição do consumo de água e utilização de indicadores de monitoramento”, enumerou. Entre os resultados obtidos, Hanaoka citou a redução, de dois litros para 0,7,do volume de água utilizado para limpar uma bombona, gerando uma economia anual de 60 metros cúbicos. Campanhas internas de conscientização dos funcionários e captação de água da chuva para reúso foram algumas das iniciativas que permitiram tais resultados e que fizeram com que a empresa obtivesse a certificação ISO 14001, em 2004, e conquistasse o Prêmio Fiesp de Mérito Ambiental, em 2012.

A programação do evento terminou com uma mesa-redonda que teve a participação dos palestrantes do segundo bloco, além de integrantes da Comissão de Meio Ambiente do CRQ-IV.

Renato De Conti veio de Iperó

Avaliações – O Engenheiro Químico Renato De Conti veio da cidade de Iperó, na região de Sorocaba, onde trabalha para o Ministério da Defesa, a fim de obter mais informações técnicas a respeito de um dos temas apresentados,a exploração do gás de folhelho “Oevento atendeu às minhas expectativas,pois tenho interesse em formas de preservação dos recursos hídricos”, relatou Ele atua em um campo de experimentos que desenvolve propulsão nuclear para submarinos.

Para o Engenheiro Hector Munhoz,que trabalha com água de reúso na Estação de Tratamento de Efluentes Jesus Neto, na Capital, o Fórum foi uma oportunidade para ampliar conhecimentos sobre as mais recentes tecnologias no setor “Os palestrantes deram boas referências para pesquisas sobre membranas filtrantes”, elogiou.

Os arquivos apresentados durante o III Fórum de Recursos Hídricos estão disponíveis na seção “Downloads” deste site.





Site reúne dados de recursos hídricos
 

   Encarte pode ser baixado do portal

Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil é o nome do site lançado no dia 20 de março pela Agência Nacional de Águas (ANA), destinado a apresentar as informações sobre diversos aspectos do setor de recursos hídricos Localizado no endereço
 
 
http://conjuntura.ana.gov.br,  o serviço oferece dados sobre seis grandes temas: Quantidade de água, Qualidade, Usos da água, Balanço hídrico, Eventos críticos (secas e cheias) e Gestão.

A ANA promete atualizar as informações sistematicamente, tão logo sejam coletadas e analisadas Apesar da iniciativa louvável da agência, o fato é que, uma semana após o lançamento, o novo portal apresentava problemas, como o não carregamento de várias páginas.

Quando estiverem funcionais, cada seção do novo site disponibilizará mapas temáticos interativos e metadados para auxiliar nas pesquisas Segundo a ANA, na seção sobre quantidade de água, há históricos pluviométricos entre 2012 e 2014 e o volume de precipitação média no Brasil entre 1977 e 2006O usuário terá acesso a dados sobre disponibilidade hídrica superficial e subterrânea, permitindo monitorar os respectivos volumes e capacidades armazenados no Sistema de Acompanhamento de Reservatórios (SAR) Também estarão publicados indicadores de qualidade da água das redes nacionais e estaduais.

No tema “Usos da água” estarão relacionados dados sobre as demandas de consumo totais e por finalidade de uso: animal, industrial, irrigação, rural e urbano Na mesma seção haverá diversas informações sobre irrigação, como a localização de cerca de 18 mil pivôs centrais usados na agricultura,densidade da irrigação e de área irrigada por município O portal também relacionará dados sobre a segurança hídrica no abastecimento urbano.

A seção “Balanço hídrico” permitirá visualizar as bacias e trechos críticos, que são as áreas especiais para gestão dos recursos hídricos Tanto o balanço quantitativo quanto o qualitativo exibirão dados por bacia ou por curso d’água O primeiro considera a relação entre demanda e oferta, enquanto que o segundo leva em conta a capacidade de assimilação de efluentes pelos mananciais Na mesma seção também haverá um balanço quali-quantitativo, que considera ambos os fatores simultaneamente

O site incorporará informações sobre os municípios que decretaram situação de emergência ou estado de calamidade pública no Brasil, em 2014,devido a cheias ou secas, e disponibilizará dados sobre os planos que orientam o gerenciamento da água das bacias estaduais e interestaduais e os planos estaduais de recursos hídricos, que traçam diretrizes para a gestão das águas em cada unidade da federação, e as outorgas para uso das águas de rios que estão sob o domínio da União

Publicações – Também no dia 20 do mês passado, a ANA lançou o Relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos – Informe 2014, que incluiu o Encarte Especial sobre a Crise Hídrica O relatório concentra todas as informações oficiais sobre a situação e a gestão dos recursos hídricos no Brasil, enquanto o encarte traz um panorama sobre a seca desde 2012 Essas publicações poderão ser baixadas do portal.





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