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Mar/Abr 2013 

 


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Fórum comemora Dia da Água


Cerca de 90 profissionais e estudantes das áreas química e ambiental participaram, no dia 21 de março, no auditório do CRQ-IV, capital paulista, do Fórum – Recursos Hídricos: Oportunidades Tecnológicas. Organizado pela Comissão Técnica de Meio Ambiente do Conselho e alusivo ao Dia Mundial da Água (oficialmente comemorado no dia 22), o evento foi apoiado pelo Sindicato dos Químicos, Químicos Industriais e Engenheiros Químicos de São Paulo (Sinquisp) e pelas empresas Edutech Ambiental e Portal Tratamento de Água.

Ao fazer a abertura do encontro, o presidente do CRQ-IV, Manlio de Augustinis, lembrou que, no Brasil, encontram-se os maiores mananciais de água doce do mundo, embora estes não sejam corretamente preservados. “Já passou da hora de tratarmos melhor esse precioso bem”, salientou. Augustinis disse ainda que as atividades relativas à água estão entre as que os profissionais da química têm maior envolvimento. Daí a importância de o Conselho organizar eventos sobre o tema, que além das questões tecnológicas também devem debater a ética e a Responsabilidade Técnica envolvidas.

A primeira apresentação foi da Técnica em Química e Bióloga Lucilene Silva, da GE Infrastructure, que mostrou resultados da aplicação de algicidas (microbicidas utilizados para controle de algas) em represas. Segundo ela “o Brasil tem condições propícias para a proliferação de diversos micro-organismos, como algas e cianobactérias. Por isso, o tratamento físico-químico da água é fundamental para um controle efetivo”. A especialista afirmou ainda que, além de haver o risco de se ter problemas operacionais em indústrias, o excesso de micro-organismos nos reservatórios de água é um problema de saúde pública que não pode ser negligenciado.

O engenheiro Eduardo Pacheco, diretor técnico do Portal Tratamento de Água, abordou o tratamento de águas e efluentes por meio de membranas filtrantes. “Daqui a 20 anos, o reuso de efluentes para fins potáveis será normal e legalizado por absoluta necessidade, a fim de atender à demanda cada vez maior”, declarou. Entre outros assuntos, Pacheco também falou sobre as diferenças entre processos de desinfecção (para obtenção de água potável) e de esterilização (utilizado para fins industriais).

Indicadores de sustentabilidade e ferramentas de ecoeficiência foram alguns dos tópicos discutidos na palestra Implantação de Sistema de Gestão Ambiental (SGA), ministrada pelo Tecnólogo Antonio Siqueira, gestor de negócios da Prolab Ambiental. “Empresas e clientes podem obter diversos benefícios de um SGA, como diminuição de custos e aumento da confiabilidade dos produtos”, atestou.

A programação contou ainda com uma palestra sobre a utilização de efluentes como fonte de energia sustentável, apresentada por Leonardo Perdomo, da Vale Soluções em Energia (VSE); e uma apresentação sobre os resultados obtidos pela empresa Rhodia após um plano de gestão de recursos hídricos, realizada pelo engenheiro Ézio Musetti. “De 1989 a 2012, a Rhodia obteve uma redução de 68% no volume total de água consumido”, destacou.

O Fórum abriu espaço para a esfera acadêmica, representada pelos professores José Roberto Guimarães e Wilson Jardim, ambos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Guimarães detalhou o funcionamento de processos oxidativos avançados, enquanto Jardim falou sobre indicadores de poluição, destacando a presença de diversas substâncias em represas de onde são captadas águas para o consumo humano, citando como exemplos hormônios e a cafeína. “A alta concentração de hormônios têm afetado a reprodução de diversas espécies. E a cafeína, embora não seja uma substância restrita pela legislação, indica que há contaminação no esgoto em mananciais”, alertou Jardim.

Avaliações - Para a estudante do curso de Tecnologia em Gestão Ambiental Sarita Suelen da Silva, que trabalha no Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Guarulhos, eventos como o fórum promovido pelo CRQ-IV são oportunidades para obter aprimoramento profissional. “É importante haver uma discussão sobre o tratamento da água, ainda mais com a troca de informações que se pode ter em um evento como este”, salientou.

“Foi excelente, pois ofereceu as visões acadêmica e empresarial a respeito do uso da água. Foi possível ter uma perspectiva de futuro e vimos que ainda há muito a ser feito. Além disso, a presença de jovens que ainda estão começando na área mostra que o fórum se configurou em um estímulo profissional importante”, ressaltou o Engenheiro Químico Alcibene Santos Diniz.

Entre os participantes do fórum, estava um grupo de 30 alunos do curso Técnico em Química da Escola Técnica Estadual Raposo Tavares, da capital paulista.





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