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Especialistas discutiram ensino técnico em Fórum


A necessidade de os futuros profissionais da química de nível técnico terem acesso à conhecimentos e experiências que vão além daqueles fornecidos pelas escolas e que só podem ser obtidos a partir de parcerias com empresas foi o principal diagnóstico feito por especialistas em educação e representantes de importantes empresas durante o I Fórum Regional de Ensino Técnico da Área Química. Organizado pela Comissão de Profissionais da Área Educacional, coordenada pelo CRQ-IV, o evento ocorreu dia 29 de setembro na sede da entidade e teve a participação de mais de cem representantes de instituições de ensino técnico, alguns deles vindos de outros estados e de empresas.

Ao fazer a abertura do Fórum, o presidente do CRQ-IV, Manlio de Augustinis, justificou a preocupação do Conselho com a qualidade do ensino dizendo que 62% dos profissionais registrados na entidade são técnicos de nível médio "Nosso interesse é aproximar empresas e instituições de ensino e com isso gerar subsídios que possibilitem a formação de profissionais cada vez mais qualificados", disse.


O primeiro representante do setor empresarial a falar foi Flávio do Couto Bezerra Cavalcanti, diretor industrial da Oxiteno. Segundo afirmou, grande parte dos técnicos recém-formados têm uma séria deficiência em assuntos relacionados à saúde, segurança e meio ambiente. São áreas, salientou, que hoje passam por forte demanda mundial por terem sido colocadas em segundo plano no passado e, em razão disso, terem contribuído para formar uma imagem negativa do setor perante a sociedade.

Cavalcanti também acrescentou que não basta as escolas se preocuparem com as matérias inerentes à área. O técnico, disse, mantém hoje uma interface muito grande com os cientistas e engenheiros das empresas, por isso precisa estar preparado para entender o que lhe é passado e depois apto a escrever relatórios claros sobre suas atividades. O técnico precisa ser ensinado a agir de modo a agregar valor ao negócio. A escola deve estimulá-lo a se manter em constante atualização. Por sua vez, cabe à indústria a tarefa de interagir com a escola, oferecendo estágios e mantendo uma estrutura organizacional que favoreça o aperfeiçoamento tecnológico, afirmou o executivo.

A exigência de que o profissional fundamente seu trabalho em ações que favoreçam o fortalecimento da empresa também foi abordada nas palestras de Juliana Justi, consultora de Recursos Humanos da Basf de São Bernardo do Campo, e na do Gerente de Gestão de Pessoas da Votorantim Celulose e Papel (VCP), Marcos Aparecido Galetti. Juliana observou que o profissional deve estar pronto para o trabalho em equipe, pois de nada adianta ter grande conhecimento sobre determinado assunto e guardá-lo para si.

Galetti iniciou sua participação no Fórum contando a história de três operários que trabalhavam carregando pedras. Alguém lhes perguntou sobre a natureza de seu trabalho. O primeiro, irritado, respondeu que apenas carregava pedras; o segundo, sem demonstrar qualquer emoção, disse que estava fazendo uma parede; já o terceiro, com olhar sereno, afirmou que estava ajudando a construir uma catedral. A lição que fica dessa história disse é que o indivíduo deve ser capaz de entender que é parte de uma equipe e saber administrar seu crescimento. A escola deve estimular o aluno nessa direção. Para Juliana e Galetti, o setor privado está disposto a contribuir na formação de profissionais empreendedores e que compreendam a importância do seu trabalho.

Estágio

A escola deve migrar da posição de auditório da informação para a de laboratório de aprendizagem, pois escolas e professores só se justificam pelos resultados da aprendizagem de seus alunos. Em síntese, esse foi o principal recado dado pelo professor Francisco Cordão, que no Fórum representou o Conselho Nacional de Educação (CNE).

Cordão também respondeu a várias dúvidas levantadas pelos representantes de escolas. Entre elas a questão do estágio, que segundo salientou é obrigatório na área de química. "A Resolução 1/2004 do CNE define com clareza que o estágio é curricular" e por isso precisa ser assumido como um ato educativo pela escola. O estágio, acrescentou, é uma etapa importante na formação, uma vez que submete o aluno à situações reais de trabalho e que são bem diferentes daquelas laboratoriais, onde todas as variáveis são previsíveis.

"O que as empresas exigem é gente competente e ser competente e dar resultado", comparou o diretor da Escola SENAI Mario Amato, Milton Gava. Ele advertiu que setor educacional precisa se manter em consonância com os movimentos do setor privado. "Se a empresa flexibiliza seus processos produtivos, a escola também deve flexibilizar a formação profissional", arrematou.


O evento teve ainda as participações do professor Almério Melquíades de Araújo, coordenador de Ensino Técnico do Centro Paula Souza, e de Eliana Soler, da Gerência de Educação, Planos e Programas Educacionais do SENAI/SP. Ambos falaram de suas experiências em substituir os tradicionais currículos de caráter conteudistas pelos modelos baseados em competências.

Todas as palestras do Fórum bem como a transcrição das falas dos apresentadores já estão disponíveis. Clique aqui para obter as cópias. 
 
 

Opinião dos participantes sobre o Fórum

Os profissionais que participaram do Fórum receberam um questionário para que avaliassem o evento. O resultado que mais chamou a atenção foi que 100% daqueles que responderam a pesquisa informaram que as informações obtidas serão usadas no seu cotidiano profissional. Veja na tabela abaixo os outros números da pesquisa.

Pontos Avaliados Ruim (%) Regular (%) Bom (%) Excelente (%)
Carga horária 0 2,53 51,89 45,58
Adequação ao horário 0 6,32 48,10 45,58
Apoio (recepção, coffee break etc) 0 0 17,72 82,27
Pauta do evento 0 0 44,30 55,69
Divulgação e inscrições 0 17,73 41,77 40,50
Desenvolvimento dos temas 0 3,81 40,50 55,69
Domínio dos temas 0 0 27,84 72,15
Emprego no dia-a-dia dos conteúdos abordados Sim 100 Não 0


 





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