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Comissão apresenta proposta de currículo para cursos de bacharelado


Constituída por técnicos da entidade e professores, a Comissão Técnica de Ensino Superior do Conselho concluiu em setembro uma proposta para modernizar os currículos dos cursos de bacharelado e bacharelado com atribuições tecnológicas. O trabalho sugere a elevação da carga mínima atual de 2.400 para 2.670 horas/aula obrigatórias para os cursos de bacharelado e, para 3.180 horas/aula, para os de bacharelado com atribuições tecnológicas. Para as duas formações, sugere-se, ainda, o cumprimento de 350 horas de atividades complementares, como estágios e participações em congressos. A proposta é uma sugestão, não estando as instituições obrigadas a adotá-la. Contudo, o CRQ-IV defenderá sua implementação por meio de gestões junto ao Conselho Federal de Química, Conselho Estadual de Educação e Ministério da Educação.


A elevação da carga horária se deu tendo em vista a necessidade de adequar a formação dos futuros profissionais às necessidades das empresas. Isso levou à inclusão de disciplinas como nanotecnologia, microbiologia, bioquímica industrial, desenvolvimento de materiais, sustentabilidade, produção mais limpa, entre outras. Ao longo dos anos, algumas dessas matérias desapareceram dos currículos ou passaram a ser ministradas superficialmente. Outras sequer são oferecidas, comprometendo o pleno exercício da profissão.


A equipe também revisou as bibliografias básicas buscando incluir os mais recentes conceitos, descobertas e técnicas utilizadas. Para a comissão, as escolas que adotarem a proposta formarão profissionais que terão um campo de atuação bem mais amplo e que melhor compreenderão a interação da química com as outras áreas do conhecimento técnico-científico.


A Comissão Técnica de Ensino Superior foi formada em 2004, a partir de uma reunião com representantes de diversas instituições de ensino. A proposta de novos currículos foi produzida pelos professores Ana Maria da Costa Ferreira, Célia Maria Alem Oliveira, Francisco Comninos, Helena Regigolo Pezza, Karem Soraia Garcia Marquez, Lauriberto Belém, Lorenzo de Michelli, Luciana de Oliveira Lellis, Maria Aparecida Carvalho Medeiros, Nelson Morgon, Ossamu Hojo, Patrícia Sartorelli e Silvio Prada e pelas técnicas do Conselho Andrea de Batista Mariano e Ligia Maria Sendas Rocha.


Além de fazer gestões junto aos órgãos da Educação, a Comissão Técnica de Ensino Superior pretende se reunir com representantes de instituições para lhes mostrar as vantagens de modernizarem seus currículos e os posicionará sobre os estudos que desenvolve para criação de um Selo de Qualidade para cursos de bacharelado.

 

Clique aqui para obter cópia da sugestão de currículo.

 


 

 

Selo: ensino técnico foi pioneiro

 

A ideia de criação de um selo de qualidade surgiu em 2004, quando o Conselho promoveu um fórum para discutir o ensino técnico e o mercado de trabalho. No encontro, representantes de grandes empresas relataram dificuldades que enfrentavam para contratar jovens profissionais em virtude de graves deficiências em sua formação. O problema também existia na contratação de pessoal de nível superior. Para contornar a questão, varias companhias restringiram as contratações a egressos de escolas de referência. Contudo, isso não as desobrigou de investir em treinamentos destinados a conferir a esses profissionais competências que deveriam ter adquirido em seus cursos.


Logo após o fórum, o Conselho montou uma comissão que, além de elaborar uma proposta de currículo, instituiu o Selo de Qualidade CRQ-IV. Trata-se de um programa de adesão voluntária e que estabelece critérios que, se atendidos, garantem à escola o direito a uma certificação para seu curso. Até o momento, cinco escolas técnicas possuem cursos certificados.
Clique aqui para obter mais informações sobre o programa.


Para estimular a adesão aos seus programas de melhoria do ensino (técnico e superior), o CRQ-IV planeja para breve fazer uma campanha para divulgar diretamente às empresas as instituições que deles participarem.





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